Criação e a data da ciência!

10 de novembro de 2009

Coisa que realmente me atrai é uma discussão sobre religião.

Não sou grande conhecedor, mas já estudei bastante as diversas religiões que existem.

Então eu me considero um cara que acredita na Criação, e não na Evolução.

Antes que algum de vocês me critique, já vou avisando… eu não estou falando que Adão poderia ser uma ameba que foi evoluindo… NÃO! Eu acredito que Adão veio do barro, pelas mãos do Deus!

É demais né?

Eu também achava. Mas durante algum tempo, estudando as outras religiões, cristãs ou não, descobri que a criação é uma das únicas coisas que destoam umas das outras. Até o próprio cristo tem uma versão pra cada religião. O cara que vem, salva as pessoas, cura, cresce, some, volta, é morto de forma brutal e depois retorna. Isso é bem comum, não é uma exclusividade cristã.

E pelo amor de Deus, não diz mais pra mim não falar nome de Deus em vão! Deus não é um nome! É um adjetivo!

Então parti do princípio que:
1-Deus existe.
2-A bíblia é um documento real.

Pronto… se você não concorda com algum desses itens nem termine de ler.
Mas se você acredita “em parte”, siga meu raciocínio.

A bíblia é um documento, escrito por homens inspirados por Deus.
Por esse ponto de vista, das duas uma: Isso é verdade ou a Igreja é a maior mentirosa do mundo.

Se a Igreja mente, Deus não existe, ao menos da forma como imaginamos, porque o Deus não ia deixar uma sacanagem dessas durar 2000 anos, certo?

Então, partindo do ponto que Deus existe, a bíblia TEM que ser verdadeira, morte de dois coelhos numa cajadada só!

Agora o meu próprio contraponto:

Será que realmente temos essa capacidade de saber essas coisas?

Então o meu argumento é furado.

A 50 anos atrás, transplante de órgãos era ficção científica.

A terra já foi achatada, o sol girava em torno da terra… enfim… passamos por tantas evoluções científicas que houve um ponto, onde a fé e a ciência se perderam, se separaram.

Mas esse ponto está voltando.

E então? Quando teremos as respostas?

A cada 50 anos as respostas aparecem e as perguntas são refeitas.


E o Fim do Mundo

3 de novembro de 2009

Em 2012.

Lá se foi toda a esperança de ter um futuro.

Em 2012 a gente vai morrer.

A idéia de se ter uma data final para as nossas vidas seria até justa, se fôssemos justos. A primeira frase de um trailer norte-americano de um filme blockbuster é: “E se o governo soubesse o dia do fim do mundo, o que eles fariam?
Não fariam nada!”

Ta certo… aquele papo de histeria mundial até cai bem… uma data, um fim, quanto a vida vale assim?

Mas o ponto é: Ok, você já ouve falar do fim do mundo bem antes de cristo, ou seja, o mundo não vai acabar!

Mas e o seu mundo? Quando ele vai acabar? Você sabe?

Se as pessoas soubessem a hora da morte iria ser mais fácil a tomada de decisões?

Se isso fosse normal? Se todos nós, quando nascêssemos, já fôssemos programados pra morrer em um dia exato?

Imaginem! Fulano de Tal nascido em 1981 e vai morrer em 2045.

Se isso fosse normal, o capitalismo em que vivemos iria estar adaptado a isso, certo? Então não vamos pensar em sair roubando e matando como se não houvesse lei. Sim. As mesmas leis ainda existiriam, você teria que trabalhar, comer, ser honesto… enfim… a mesma coisa de hoje, com a diferença é que você sabe que está… morrendo.

Mas… existe diferença?

A unica certeza desde quando nascemos não é a morte?

Se você soubesse o dia, realmente faria alguma diferença?

Pois creio que não. Todos iriam ter que “ralar” na vida pra ter algum conforto durante ela. Afinal, quase tudo que a gente consome é por simples e mero conforto!

Tem uma passagem na bíblia que eu gosto muito, é algo assim: Deus não deu pena aos pássaros pra que eles não sentissem frio? Deus não deu beleza as flores? E você acha que ele ama mais os pássaros e as flores do que o ser humano?

Então na verdade, as coisas andam bem deturpadas.

Você realmente precisa de 10 casacos de pele? De 10 pares de sapatos?

Você vai morrer! É sério! Pra que então?

Eu mesmo trabalho 8 horas por dia, para prover sustento da minha família. Já trabalhei quase 36 horas direto… pra que então?

Eu vou morrer… você vai…

Mas voltando ao assunto do dia da morte… você acha mesmo que se soubesse o dia da sua morte o encanto do descobrimento da vida seria diferente?

Nada ia mudar! NADA!

Então procure levar a vida pensando que, quando terminar de ler esse texto você vai morrer! Por que isso pode acontecer!

É pesado? É demais pra você?

Mas essa idéia não é pra deprimir, muito pelo contrário, é pra você olhar pro lado, olhar pra trás, e descobrir, que as mais simples coisas que estão ou estiveram no seu caminho são muito especiais.

Repare nas cores da mesa da sua sala, nas marcas que a madeira tem, nas nuvens no céu, nos detalhes de um quadro pintado, nas marcas da sua mão… você já parou pra olhar as coisas que você nunca olha?

Olhe agora então! O texto terminou, e você pode morrer!


Respeito!

30 de outubro de 2009

Dentro do cenário musical de Pelotas eu já vi/passei alguns bocados.

Hoje mesmo recebi um convite virtual de um amigo músico, de um show, onde o ingresso custaria 1 real.

Eu sei das dificuldades econômicas dos brasileiros, mas 1 real é dose!

Você que está lendo, se não é músico, ou algum artista desconhecido, sabia que a maioria de nós paga pra se apresentar?

Certa vez eu e um amigo fomos tocar em Piratini.
O combinado era as passagens pagas e um cachê de 150 reais por duas horas de show.
Na época era um ótimo negócio.
Chegamos lá, fomos muito bem recebidos. Foi oferecido o cardápio do local e podíamos escolher qualquer coisa por conta da casa. Pedimos uma pizza média e dois refrigerantes. Não queríamos dar despesa pro dono do estabelecimento. Chegou a hora! Subimos no palco. Uma aparelhagem de primeira nos aguardava. O som estava impecável.

Nós teríamos que honrar o cachê e a janta oferecida com nosso talento e pouca experiência, era o segundo show.
O primeiro recebemos em cheque pré-datado, vinte reais – acreditem – v-i-n-t-e reais!
Entendem agora o entusiasmo com relação ao pagamento?

Bom… iniciamos o show, que estava bem bacana. O local estava lotado, e parecia que a gente estava agradando.
Duas horas depois, um garçom simpático foi até nós e avisou: – O combinado era duas horas, se vocês quiserem continuar tudo bem, mas já cumpriram o dever.
Para um artista o mais difícil é a hora de largar o palco. Eu não largo. Tocamos mais 2 horas.

O pessoal aplaudia bastante, as garotas paqueravam, tudo estava perfeito.

Saímos dali e o dono explicou que iriamos ficar no hotel por conta dele.

“Somos estralas do rock”, comentávamos eu e meu amigo, ao chegar no quarto do hotel.

E ainda não acabou, no outro dia fomos almoçar no mesmo lugar, e o dono se recusou a aceitar nosso pagamento pelo almoço.

Voltamos pra Pelotas felizes da vida.

Mal sabíamos que esse respeito que recebemos, ia ser o primeiro e  último de nossa carreira até hoje.

Depois desse relato fica difícil imaginar que nós já passamos por: 20 reais de cachê/dormir em rodoviária por não haver ônibus de volta/kombis com motoristas loucos/ir até o show em cima de uma caçamba/tocar em cima de um caminhao… enfim… várias coisas que até pretendo contar, em outra ocasião.

Mas 1 real por um show?! Respeito né? Por favor!


A Luta Contra o Mal

30 de outubro de 2009

Pois bem, hoje estava no elevador, depois de um bate-papo com os porteiros do prédio sobre a luta contra as dificuldades da vida.

O assunto começou quando chegou uma senhora, baixa, negra, empregada de um escritório de advocacia, seus 50 anos aparentes suavam abaixo do sol de 30 e poucos graus. Comentando que o chefe a mandara ir até o centro, pagar contas no banco, que estava lotado, que estava um inferno.

Um inferno.

Todas as pessoas já devem ter enfrentado o inferno, ao menos uma vez na vida.

Algumas enfrentam todos os dias, lutam contra, sobrevivem. Algumas até se acostumam, e tornam para sí, o próprio inferno como casa. E outras nunca conheceram algo que fosse diferente.

Isso torna elas especiais ou culpadas? Onde está a escolha? Antes de nascer? Podemos mudar o meio onde vivemos?

Se podemos mudar o meio eu tenho minhas dúvidas. Mas a certeza que eu tenho é que ao menos podemos sair desse meio.

Mas não sem ajuda!

Ajuda de quem? Sei lá. Não sou nenhuma espécie de Messias. Não sei essa resposta. Mas sei que existem pessoas que conseguiram, então se um pode, todos podem.

Você quer viver?

Essa pergunta é óbvia, todos querem, mesmo aqueles que dizem que não.

É a mesma situação de um ateu dentro de um avião em queda livre. Por quem ele pede?

E as vezes nós nos encontramos em um avião em queda livre, por isso todas as perguntas sem resposta se tornam idiotas. Porque as perguntas sem resposta são o motivo da nossa busca, da nossa vida. Se você vai morrer em seguida, assim que o avião bater no chão, você nem se lembra das tais perguntas.

Mas e se você se sentisse feliz por descobrir essas respostas depois da batida? Será que você sobreviveria?

Eu acredito que sim.

A fé!

Fé não esta relacionado a um deus cristão ou pagão. Está relacionado a ACREDITAR.

Existe aquela (e)(hi)storia na bíblia que fala que a fé remove montanhas… hummm… você consegue fazer uma montanha se mover? Não? Então você não tem fé!

Ok… uma montanha é uma coisa muito grande para se fazer, acho que uma doença ou um sentimento, é bem mais fácil né?

O princípio é que o cérebro manda no corpo, o cérebro é um computador que controla seu corpo, controle seu cérebro e controle seu corpo. Ponto. Parece fácil né? Mas é mesmo. Pratique!

Agora mesmo enquanto eu escrevo, meu colega espia o que estou escrevendo e critíca:
- Mas na bíblia diz: “Fale uma palavra e será salvo.” Pô! Assim é facil, tu vai lá, mata e depois pede perdão e pronto.
E eu respondo:
- Na vida, se tu usar uma frase solta, de qualquer lugar, o modo como tu vai entender ela, sem o contexto, vai ser muito fácil de julgar e achar a verdadeira essência do motivo.

CONTEXTO.

Entenda o seu contexto, o que faz acordar todo dia, o que dá vontade de fazer mesmo quando não se tem o que fazer, aquela coisa lá no fundo gritando pra sair… isso… aquela voz que quer sair, você ainda se lembra dela?

Você sabe qual o seu contexto na vida, no seu meio?
Então descubra, que todos os males vão ser dissipados, pois o Contexto que você se encontra é a força que você vai achar para lutar até o fim, LUTAR, LUTAR, LUTAR, e no final, receber a vitória.

Vitória!

Quanto você quer pagar por ela?

 

 


Papel de pai

26 de outubro de 2009

Hoje resolvi sair e jantar no shopping! Resolvi andar pelo lugar pra rever as mesmas coisas que eu vejo toda a vez que eu vou lá. Roupas caras e de material ruim, comidas caras e de material ruim.

Cinema  bom e isso não me importo de pagar, muito menos pelos brinquedos.

Pronto! Cheguei no ponto! BRINQUEDOS!

Os pais levam as crianças no shopping.
Os pais estão cansados da semana de trabalho.
As crianças estão fascinadas pelas luzes e cores, e querem mais.
Os pais gastaram mais do que podiam, ou menos do que queriam.
As crianças querem a novidade da loja de brinquedo.
As crianças querem voltar para aquela loja do tal brinquedo.
Os pais começam a tentar controlar a raiva.
Mas as crianças querem voltar pra loja. As pernas delas são mais curtas! Estão cansadas!
PARA! VOLTA AQUI! CHEGA!!!!

E é assim que termina a agradável tarde de domingo no shopping . As crianças chorando, os pais irritados e um espectador escrevendo em um blog.


Pô meu! Mas que barbaridade!

25 de outubro de 2009

Aham, ok! Você está lendo isso pelo meu incrível dom de escrever! Não? Hummm… deve ser então porque você não sabe o que quer dizer “barbaridade”? Bom, vai continuar sem saber.
Já sei! Você viu meu anuncio no twitter/orkut/msn e é meu amigo, meu familiar, meu conhecido… enfim… o que você procura?

Bom, poderia ficar aqui filosofando sobre como o capitalismo é uma merda, ou como eu, que estou mais para um anarquista, sobrevivo nesse mundo, como um artista sem sucesso ou um chato de galocha que fica criticando e julgando todo mundo antes de saber o que realmente as pessoas estão buscando em mim ou nelas mesmas. Aliás, o que você está procurando mesmo?

Sempre ouvi dizer que as pessoas não conseguem ler mais do que um parágrafo na internet.

Então se você veio até aqui, deixe um comentário, dizendo que conseguiu, que você não faz parte dessa estatística e por isso se acha muito especial.

Aliás, você é especial? Qual é o seu dom, o que você faz? O que você faz para se manter sarado? O que você faz para se manter de pé, sem fome, com sono, sem dó nem piedade, sem álcool ou com álcool demais.

Eu não faço nada. O que poderia? Eu gosto de comer coisas gordas, gosto de refrigerante, gosto de computadores…

Então… vivendo atolado nesse mundo fast-food, gordura saturada e muita coca-cola, eu escrevo tapado de cobertor, tv ligada no supercine, óculos embaçados e sem sono.

Agora eu paro, penso se devo deletar alguma coisa, penso no futuro disso aqui, e será que vale a pena perder meu tempo.

Não sou pessimista, muito pelo contrário, por isso mesmo acho que isso não vai pra frente!


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